quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Liberdade

 
Liberdade é pouco. O que eu desejo
ainda não tem nome. . Clarice Lispector

Sentir o significado egoísta da palavra, não conseguir juntar-se ao outro pela sensação de prisão. Gosto do solto, do livre e do mar. O oceano está aí, ninguém quer prendê-lo e sim sentir a sua brisa, amá-lo sem tê-lo, quero ser como ele, ou amada como ele, odeio a sensação de impedimento, de obstáculo. Gosto de passar por cima, pensar apenas em mim, não vou parar na primeira montanha que aparecer, ser livre é também saber voar, é superar, até a si mesmo. Agora, aviso-lhe, a liberdade me ensinou a não confiar em mim, a não confiar nos outros, a querer apenas ficar só. Gosto da presença dos meus livros, das minhas músicas e dos meus textos, mas não me prendo a eles, nem aos meus amigos, apenas a minha família, o único ponto fraco. Os verdadeiros amigos nunca foram embora por ter dado a eles o livre-arbítrio da presença, estão comigo porque me amam e querem, apenas por isso. Família é família, união e responsabilidade, liberdade e emoção, gosto disso. Tenho amor desinteressado ao próximo, apresento apenas o interesse de amá-lo como filho de Deus, vejo isso como uma qualidade, ou até um equívoco. Que o próximo conquiste o resto de mim, ou até o que mereça.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

saudade

 Como vai você, eu preciso saber
da sua vida, peça alguém pra me contar sobre o seu dia.

Achei errado, mais uma vez, num equívoco egocêntrico , nenhuma moradia no coração, mentira. Ainda sinto teu perfume, o rosto colado ao meu, o abraço de todos os dias. Outrora tudo some, acordo e você não está mais aqui, que realidade triste, no qual o meu desejo era só de te ver, quantas vezes esnobei essa sorte que tinha.E agora refaço planos, sorriso na face e vida feliz, seria diferente se tivesse você, talvez tudo seria melhor. Não sei onde estás, como vive ou o que sente, também não sabes mais nada, antes que sabia até a hora de dormir. Espero que esteja bem, mas aonde estiver, só não se esqueça de mim meu amor.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

a véspera


Constante conflito sentimental, imerso a quimeras e desejos, tão desastrosos eles são. Não me pressiono, muita coisa está em jogo e no fim só um pode chorar, e não será eu. Eventualmente aparece um ser tão delicadamente maravilhoso em minha vida, porém, esse já está aqui há anos. Ele diz tudo que uma menina sonha ouvir, faz tudo pelo amor, pode apostar. E pergunto-me, por que mereço isso? Não mereço, nem consigo corresponder, situação difícil. Sempre vou lembrar daquele que me falou as coisas mais lindas, as flores mais doces, e de uma paixão avassaladora na qual não estive presente. Mas sim, ele é perfeito.