sábado, 12 de março de 2011
Ela e a lágrima
Entre a felicidade constante e a minha inconstância, a lágrima raramente vem visitar-me.Antes ela me visitava com frequência, aparecia e até regozijava do meu desespero, ou do momento turbulento, tão irônica.Ela gostava de saciar a sede dos meus olhos cor de mel e de irrigar minhas enormes buchechas, ou até mesmo extrair do meu ser aquele mal, o coração que vive quebrando como um cristal.Tudo fluía para fora de mim no mar de lamentações. Acordava cedo, prendia o cabelo, olhava aquele rosto inchado que refletia no espelho e sorria, sempre me achava uma boba.Eram motivos superflúos, coisas fúteis e inimizades. Gostava quando ela me visitava nas conquistas, nas vitórias ou até nas derrotas, nos momentos entre amigas, onde até a barriga dói de tanto sorrir. Ela também insistia em ser minha professora, cada uma que rolava na minha face queria ensinar alguma coisa, numa aprendizagem sem fim. Hoje, frequenta meu quarto, molha meus livros, perante o meu desespero em relação ao vestibular. Ela me ensina que estou agindo errado, resultados ruins aparecem devido essa angústia, talvez nem seja mais o coração, agora é o cerébro despedaçado que não consegue entender onde está o erro, o que falta. A lágrima nesses momentos, torna-se a minha melhor amiga, que por mais que não siga os seus conselhos, ela sempre aparece quando estou no chão, na cama, sozinha.
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